Os conteúdos expostos nesta página não têm fins lucrativos. Temos como único objetivo manter vivo o legado de Michael Jackson.

PERSONALIDADES DO CINEMA INDIANO DESTACAM A IMPORTÂNCIA DE MICHAEL

As declarações das personalidades do cinema indiano sobre a morte de Michael Jackson foram muitas. Mithun Chakraborty, do cinema bengalês, mas também presente em filmes de Bollywood, como Chandni Chowk to China e Guru, disse:

"Sua contribuição ao mundo da música será imortal. Foi incrível, extraordinário, impressionante. Tentei copiá-lo em muitos filmes. (...) O legado musical do rei do pop será sempre lembrado. Pra mim ele ainda está vivo. Existo graças a ele". 

O diretor Anurag Basu, de Life in a... Metro, reafirmou que sua geração cresceu ouvindo Michael Jackson e que sua morte:

 "É o fim de uma era".

O músico Shankar Mahadevan, do renomado trio SEL, reconhece:

"Michael Jackson fez-nos pensar de forma diferente com seu sucesso 'Thriller'. Foi uma instituição da música moderna, que teve um grande sucesso de massas com excelência musical"

Mas a declaração mais sentida vem mesmo de Prabhu Deva:

"Hoje é um dia muito triste pra mim e pra todos os outros dançarinos do mundo. Michael Jackson era meu mentor. Eu cresci assistindo as suas danças e copiando seus passos. Mesmo hoje, quando faço coreografias de novas músicas, ou quando estou apenas dançando em casa, tudo seria impossível sem o conhecimento que adquiri de Michael Jackson. É realmente doloroso saber que meu herói não está mais aqui".


Abaixo, dois textos de duas grandes personalidades do cinema indiano a respeito da morte de Michael . O primeiro deles foi escrito por Amitabh Bachchan no dia 26 de junho. 

O segundo é do diretor Ram Gopal Varma, que publicou um artigo com o título "I hate Michael Jackson".

Amitabh Bachchan (ator)

"Por volta dos anos 60 eu ouvi falar de um grupo pop chamado "The Jackson 5". Muitos anos depois, quando eu já tinha meu aparelho de vídeo, eu pude então vê-los em movimento. O mais novo deles, o garoto gordinho com uma voz extraordinária, movia-se excepcionalmente bem. Fiquei sabendo que ele chamava-se Michael - Michael Jackson.

Por muitos anos não escutamos mais falar deles; os Beatles haviam invadido a cena e todo o universo só queria saber deles. Foi em torno dos anos 70 que o brilho apareceu e dele emergiu a versão já crescida de Michael Jackson, cantando, movendo-se, dançando como se fosse de outro planeta! 

Deslumbrados com seu brilhantismo em todo e cada tipo de música e performance que ele fazia, ele mudou a forma de pensar não só do tipo de música que ele fazia, mas também de todos os espectadores do mundo. Não havia nada comparado a ele. Ele era apenas essa coisa incrível feita por Deus em sua infinita misericórdia.

Seu corpo se movia como se fosse um brinquedo de dar corda. Cada tipo de movimento e ritmo que poderia ser pensado ele criava, sem medo. O furor que ele causava com cada lançamento ditava o novo rumo da música pop. Ele era o impossível.

Com o grande advento da modernidade e o seu lento entrar no mundo em desenvolvimento, nós só podíamos escutá-lo, ou vê-lo, com o esforço feito por aqueles que tinham o privilégio de viajar. Essas pessoas, que nos traziam do exterior, traziam também as músicas e vídeos de Michael Jackson para nossas vidas. E nós, os possuidores desses raros materiais, éramos como que ídolos de grande atenção, simplesmente porque tínhamos conosco um vídeo de Michael Jackson. 

O tempo passou e nossas próprias viagens tornaram-se mais frequentes e começamos a ficar orgulhosos de nossos CDs e vídeos. Eram nossas mais valiosas possessões. Aqueles que não tinham as condições de estar em igual situação olhavam pra nós com gratidão quando nós mostrávamos uma música de Michael Jackson. Todos queriam dançar que nem ele, vestir-se que nem ele, SER ele. Mas ninguém nem sequer chegou perto.

Pouco depois de meu acidente em 1982, fui aos Estados Unidos para recuperar-me melhor. Eu estava em Nova Iorque quando soube que Michael Jackson estava fazendo uma turnê de seu último show. A próxima apresentação seria numa cidade curiosamente chamada Jacksonville, na Flórida. E seria no dia seguinte. Era uma oportunidade que não poderíamos perder.

Então, na manhã seguinte pegamos um voo e chegamos em Jacksonville, sem conhecer ninguém, sem ter reservas em hotel e nem sequer ter os ingressos pro show. Fomos de um lado pro outro com um prestativo taxista, até que de repente chegamos em frente ao hotel em que estava hospedado o próprio Michael Jackson, mas que só podia ser visto por fora já que o hotel inteiro estava reservado para o astro e sua equipe. 

Imploramos com a gerência algum canto que fosse onde a gente pudesse apenas recostar por uns instantes, eu e meu irmão - que me acompanhava -, antes de empreendermos nossa missão mais importante: comprar os ingressos! Conseguimos recostarmo-nos em um canto qualquer e pela tarde lá estávamos nós em frente àquele imenso estádio, sem pistas de como compraríamos os ingressos para ver  MICHAEL JACKSON.

Nós andávamos e não parávamos de andar. Depois de tomar vários picolés e beber litros de refresco naquele lugar quente e úmido, e depois de ver infinitos grupos de fãs por todos os lados, vimos um sujeito interessante que dizia a todos a não entrarem no estádio, porque Michael Jackson era a encarnação do demônio. Poucos minutos antes do show começar e finalmente encontramos nosso salvador: um cambista!! 

Barganhamos até onde pudemos e lá estávamos nós entrando no estádio no mesmo momento que o som colossal era ligado. Nossos assentos eram... bem... confortáveis. Eram de cimento e não eram individuais, apenas um longo banco que circundava todo o estádio. O ar estava mais fresco ali do que quando barganhávamos com o cambista logo antes e logo percebemos porquê. 

Nós estávamos na última fileira daquela construção monstruosa, olhando pra baixo, pra 100 mil pessoas, e certamente precisaríamos de um paraquedas em caso de ter que sair correndo!!

Com alguns empurrões nós finalmente pudemos nos sentar. Mas durou poucos segundos, pois imediatamente um estrondoso som vindo do palco quase estourou nossos tímpanos e fez as 100 mil pessoas levantarem-se e gritarem de entusiasmo!! E foi assim que ficamos nas três horas seguintes!! Por quase 45 minutos esperamos ansiosamente quando... como que por mágica... ele estava no palco... NADA SE OUVIA DEPOIS, NADA SE VIA, NADA ALÉM DE... DE... UMA ALUCINADA PLATEIA EM DELÍRIO!!

Essa foi a primeira vez que o vi, mas não foi a última!!
No meio dos anos 90, em outra visita que fiz a Nova Iorque, a campainha da minha porta do hotel Helmsley Palace tocou, e eu fui abrir. E foi que na minha frente estava Michael Jackson! Ele olhou surpreso pra mim e disse com sua voz suave: "Oh! Desculpe-me! Acho que errei de quarto!". Eu não me lembro o que disse depois, se é que disse algo, nem quanto tempo fiquei naquela posição e nem quando foi que fechei a porta. Mas aquele era ele e ele havia errado o quarto!!!

Depois, no dia seguinte, meu amigo Mohan Murjani, que estava trabalhando em algo com Michael Jackson, preparou um encontro pra mim com ele. Nós então nos encontramos, rimos do que ocorreu no dia anterior e tivemos uma agradável conversa. Sua voz era suave, era humilde e muito educado. Ele me apresentou à sua mãe, que estava ali também com ele, e então eu fui embora!

Eu nunca o vi de novo, mas quando ele veio à Índia apresentar-se em Mumbai, no Andheri Sports Complex, em Prateeksha, onde moro, balancei a noite toda com as vibrações de seus famosos números que extremeciam a vizinhança.

Um artista excepcional se foi. Alguém que criou uma experiência mundial para todos nós com sua arte.

Quando eu voltar à Índia eu postarei uma festa de aniversário de 7 ou 8 anos de Abhishek, meu filho, vestido de Michael Jackson e dançando "Thriller".


Ram Gopal Varma (diretor)

"Eu fui dormir tarde e esqueci de desligar a TV. Assim que acordei meus olhos foram direto pra linha que passava com a manchete "Michael Jackson está morto". 

Eu pensei que eu pudesse estar sonhando e comecei a pensar por que diabos eu estava sonhando que Michael Jackson estava morto. Levou um tempo até que eu percebesse que aquilo era realmente real e não um sonho.
 
De volta aos tempos em que eu estava na faculdade em Vijayawada, um amigo meu me chamou pra assistir o vídeo de Thriller, de Michael Jackson. Acostumado com uma dieta de músicas telugu e hindi, eu estava perplexo ao ver aqueles inimagináveis tipos de coreografias, imagens e, acima de tudo, a incrível personalidade de Michael Jackson. Eu saí do salão pensando que ele não poderia ser real e que deveria ser algum tipo de fantasia com forma humana.

Ao longo dos anos eu via cada um de seus vídeos, cada qual criando um novo estilo. Na indústria de filmes, sempre que eu e meus colegas discutimos a elaboração de uma nova música, nós invariavelmente usávamos e usamos até hoje a inspiração que temos em Michael Jackson, copiando seus vídeos.
 
Não eram apenas suas danças ou seus estilos de cantar ou mesmo sua música, mas sim sua incrível presença e sua aura em torno de si que me arrebatou. Eu vi seu show em Mumbai. No palco, Michael Jackson parecia algum ser que havia vindo de outro planeta com a missão de nos entreter um pouco. Eu nunca me importei com os escândalos a respeito dele, já que o que ele fez por mim e por meus sentidos supera tudo e qualquer coisa que ele tenha feito e, como eu disse, pra mim ele era como uma criação de Deus ou alguma coisa dada como um presente muito, muito especial à humanidade.
 
Eu odeio Michael Jackson.
 
Eu o odeio por ter morrido e por ter feito eu perceber que ele é mesmo um ser humano.
 
Eu odeio que ele também tenha que respirar pra viver.
 
Eu odeio que ele também tenha um coração que pode parar como o de todos nós.
 
Eu odeio ter que viver pra ler na CNN dizendo que "O corpo de Michael Jackson foi mandado para o Instituto Médico Legal" .
 
Eu realmente odeio Michael Jackson por tornar-se uma desagradável realidade de uma fantástica fantasia.
 
Eu te amo Michael Jackson, esteja onde estiver... e sempre te amarei."


Fonte:

http://cinemaindiano.blogspot.com/search/label/Michael%20Jackson

Nenhum comentário:

Postar um comentário